Choro sem Lágrimas

“Ninguém nunca abalou minhas estruturas como você”, seria belo se fosse por amor. Não foi por ódio, não sei nem se foi consciente. Você me deixou em cacos, arrancou-me as esperanças. Logo você, que sempre defendi, que sempre sorriu para mim. Se tornou meu confidente e me apunhalou, me desnorteou de repente. Não é ciúmes. Você entra na minha casa e me tira tudo, como esperava que eu reagisse? Não responda. Você me tirou meus poucos méritos, meus raros parabéns e alguns desesperados ‘por favor'.

Como uma tempestade, você chegou despercebido. Roubou meus holofotes, roubou meu brilho, minhas risadas. Ninguém mais precisa de mim quando você está por perto, não me chamam, nem se lembram. Não sou motivo de risos, de alegrias, não sou motivos de gritos, nem de brigas. Não sou motivo de olhares, nem de silêncios. Não sou.

Meu coração se desespera por uma cura, seu furacão me deixou sozinha. O pior é que por traz desse meu rancor, estou feliz. Consegui que te aceitassem, consegui que de ti gostassem, consegui bem até demais. Fui esquecida como uma criança que se solta dos pais, mas nunca vieram me buscar. Nunca virão.

Mas meus destroços estão comigo, estão guardados. Minha alma não procura por vingança, mas meu coração se agarrou a essa idéia, já não sei a quem obedecer. Se eu pensar bem, eu te coloquei aí e posso tirar. Quem sabe depois, quem sabe nunca. Meu corpo pede descanso.

Você me deixo sem chão, sem apoio. Me deixou sem lágrimas, sem sorrisos. Você me deixou aqui, sem nada, sem vontade, sem motivos. Me deixou aqui, simplesmente sem entender, sem saber porquê fui deixada. Por que me abandonaste? Melhor, por que me roubaste a vida?

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