Precipício

Me deparei com o precipício! Senti o vento em meu rosto, senti a liberdade em minhas veias. Senti que nada me pararia, nada me impediria. Mas você soltou minha mão, se afastou alguns centímetros para poder sentir o vento também. Foi nesse meio tempo que uma voz chamou meu nome, gritou por mim.

O anti-herói perfeito pra minha história de rebeldia, talvez o príncipe dos meus sonhos. Sonhos passados, sonhos esquecidos, sonhos proibidos. Aquela voz me fez sentir um vazio, me fez duvidar da minha sanidade. Poucos segundos se tornaram uma eternidade, me fizeram querer. Um leve suspiro fez minhas pernas balançarem, fez meu coração balançar.

Ouvir meu nome naquela voz rouca, um pouco falha, talvez até desesperada, isso pareceu certo. Pareceu perfeito. Vi uma alma pura por trás de olhos negros, misteriosos. Um sorriso que escondia um brilho, um brilho que me envenenava. Mas, então, vi a distância. Vi que era só uma voz no vazio, algo que já não me pertencia. Nunca me pertenceu.

Você buscou pela minha mão novamente, e não soltou. Vi seus olhos, sorri. Olhei adiante e avistei o mundo, a vida, o precipício. Te puxei dois passos pra trás, parecia hesitante aos seus olhos, mas não era. Era uma preparação, preparação para o futuro. Talvez até, preparação para outros sonhos.

Agora só me resta esperar o próximo pulo, o próximo precipício. O próximo futuro.

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